Retratos da Várzea: documentário sobre futebol amador estreia na 50ª Mostra de SP

Retratos da Várzea acompanha o futebol amador nas periferias de Belo Horizonte e estreia na 50ª Mostra de Cinema de SP antes de chegar aos cinemas.
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RESUMO

Os campos de futebol das periferias de Belo Horizonte são o cenário de Retratos da Várzea, documentário dirigido por Lucas Campolina que fará sua estreia na 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

O filme acompanha quatro personagens ligados ao futebol amador mineiro e mostra como as partidas representam apenas uma parte de um universo marcado por relações de trabalho, comunidade, pertencimento e resistência.

A Mostra de São Paulo acontece entre 15 e 29 de outubro de 2026. Após sua passagem pelo festival, Retratos da Várzea tem lançamento previsto nos cinemas brasileiros para novembro, com distribuição da Embaúba Filmes.

Sobre o que é Retratos da Várzea?

O documentário acompanha Damião, Jana, Balotelli e o Capitão Eduardo Futebol Clube, conhecido como CP, apresentando diferentes perspectivas sobre o futebol de várzea nas periferias de Belo Horizonte.

Damião enfrenta as consequências da privatização do campo utilizado por sua equipe. Jana está em busca de um novo time para continuar jogando. Balotelli recebe o convite para integrar uma “barca” de atletas e precisa conquistar espaço no novo grupo. Já o CP mobiliza moradores do bairro em torno da equipe.

A partir dessas histórias, o longa mostra que o futebol amador vai muito além dos 90 minutos dentro de campo.

Presidentes de clubes também trabalham como garis, cozinheiras se transformam em artilheiras, jogadores conciliam campeonatos com seus empregos e iniciativas como bingos e mutirões são utilizadas para manter clubes e campos em funcionamento.

Futebol, comunidade e resistência

Retratos da Várzea também aborda questões que aproximam o futebol amador de discussões presentes no esporte profissional.

Entre elas estão a privatização dos campos, a disputa pelo uso dos espaços, as pressões econômicas e o enfraquecimento do sentimento de pertencimento.

No documentário, essas questões aparecem a partir das experiências dos próprios personagens e da relação que cada comunidade mantém com seus times e campos.

“Queríamos olhar para a várzea não apenas a partir das partidas, mas das pessoas que fazem esse futebol existir todos os dias. Nos interessava uma abordagem que considerasse a dimensão cultural desse universo e tudo que o cerca”, explica o diretor Lucas Campolina.

O resultado é um retrato do futebol como elemento integrado à rotina dos bairros, aos empregos, às relações pessoais e à própria identidade das comunidades.

Quem é Lucas Campolina?

Diretor de Retratos da Várzea, Lucas Campolina é cofundador da produtora mineira Olada e trabalha no cinema como diretor, produtor, montador e colorista.

Entre seus trabalhos estão os curtas O Golpe em 50 Cortes ou A Corte em 50 Golpes, finalista do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2018, e O Elixir.

Campolina também trabalhou como produtor, corroteirista e montador de Lutar, Lutar, Lutar, documentário sobre a história do Atlético-MG selecionado para festivais como o Festival Internacional de Cinema de Roterdã (IFFR) e o BAFICI.

Em Retratos da Várzea, ele divide o roteiro com Sérgio Borges.

Quando estreia Retratos da Várzea?

A primeira exibição de Retratos da Várzea acontece durante a 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, realizada entre os dias 15 e 29 de outubro.

As datas, horários e locais das sessões do documentário ainda serão divulgados pela organização do festival.

Depois da Mostra, o filme chega aos cinemas em novembro de 2026, com distribuição da Embaúba Filmes. A data exata da estreia comercial ainda não foi anunciada.

Com 76 minutos de duração, Retratos da Várzea é produzido pela Olada, em coprodução com a Anavilhana.

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