O documentário brasileiro Nação Ubuntu – A Voz dos Silenciados, dirigido por Paulo Henrique Fontenelle, chega aos cinemas em 12 de novembro de 2026, com distribuição da Downtown Filmes.
A produção acompanha a história real de quatro jovens congoleses que criaram um projeto de educação e transformação social no campo de refugiados de Dzaleka, no Malaui, país localizado no sudeste da África.
Produzido por Iafa Britz, da Migdal Filmes, o longa teve sua estreia mundial na Première Brasil do Festival do Rio e também integrou a programação da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.
Antes do lançamento comercial, o documentário percorrerá o Brasil em um circuito de 18 pré-estreias e sessões especiais, algumas delas com a presença do diretor e dos protagonistas.
LEIA TAMBÉM:
– CCXP26 terá estreia mundial do anime Free Fire: Daybreak e show de Alok em dezembro
– De Gaulle: A França Livre estreia no Filmelier+ em novembro; conheça a história do épico francês
Qual é a história de Nação Ubuntu – A Voz dos Silenciados?
O filme apresenta a realidade do campo de refugiados de Dzaleka, criado em 1994 para acolher aproximadamente dez mil pessoas.
Segundo os dados apresentados pela produção, o local abriga atualmente cerca de 60 mil refugiados, provenientes de países como Ruanda, Burundi, Moçambique, Somália e, principalmente, da República Democrática do Congo.
Muitos moradores fugiram de conflitos políticos, religiosos e étnicos e enfrentam condições de extrema pobreza, preconceito e restrições à circulação e ao trabalho.
É nesse cenário que Maick Mutej, Prince Kalolo, Felly B. Zihalirwa e Frank Donatien decidem criar uma iniciativa para oferecer novas oportunidades à comunidade.
O projeto, chamado Nação Ubuntu, busca promover educação, dignidade e esperança entre os refugiados, com apoio da organização brasileira Fraternidade Sem Fronteiras.
O documentário acompanha o trabalho desenvolvido pelos quatro jovens e mostra como suas ações contribuem para transformar o cotidiano de outras pessoas que vivem em Dzaleka.
O que significa Ubuntu?
O nome do projeto é inspirado na filosofia africana Ubuntu, frequentemente expressa pela frase “Eu sou porque nós somos”.
O conceito valoriza a interdependência entre as pessoas e a ideia de que a existência individual está profundamente ligada à comunidade.
No documentário, essa filosofia aparece nas iniciativas dos protagonistas, que procuram construir soluções coletivas para dificuldades enfrentadas pelos moradores do campo.
Além de apresentar essas histórias, Nação Ubuntu – A Voz dos Silenciados também aborda os conflitos na República Democrática do Congo e os interesses econômicos e geopolíticos relacionados à violência na região.
A produção procura ampliar a visibilidade de pessoas cujas experiências raramente recebem espaço no noticiário internacional.
Diretor acompanhou os protagonistas durante seis anos
Conhecido por documentários sobre personagens e acontecimentos da história brasileira, Paulo Henrique Fontenelle dedicou seis anos ao acompanhamento das histórias retratadas em Nação Ubuntu.
Durante esse período, o cineasta registrou as dificuldades e conquistas dos quatro protagonistas, além das mudanças promovidas por suas iniciativas na comunidade.
“Foram seis anos acompanhando pessoas que perderam praticamente tudo e, mesmo assim, decidiram construir algo juntas”, afirma o diretor.
Fontenelle explica que o projeto busca dar visibilidade a pessoas que, mesmo vivendo em condições adversas, continuam trabalhando para transformar sua realidade.
O lançamento também marca os 20 anos de carreira do cineasta, responsável por produções sobre figuras como Arnaldo Baptista e João Goulart, além de trabalhos relacionados ao caso da Escola Base.
Em Nação Ubuntu, o diretor amplia seu olhar para além do Brasil, abordando histórias de refugiados africanos e questões humanitárias internacionais.
Documentário terá 18 pré-estreias pelo Brasil
Antes de chegar ao circuito comercial, Nação Ubuntu – A Voz dos Silenciados será apresentado em 18 pré-estreias e sessões especiais organizadas em parceria com a Fraternidade Sem Fronteiras.
O circuito inclui cidades como Uberlândia, Salvador, Brasília, Campinas e Recife, além de sessões com a presença do diretor.
Paulo Henrique Fontenelle participará dos encontros programados para:
- Rio de Janeiro: 3 de novembro
- São Paulo: 4 de novembro
- Belo Horizonte: 10 de novembro
Segundo a produção, três dos quatro protagonistas viajarão ao Brasil para acompanhar a turnê de divulgação do documentário.
Os horários e locais específicos das sessões não foram detalhados no comunicado.
Assista ao trailer de Nação Ubuntu
O trailer oficial do documentário apresenta imagens do campo de Dzaleka e antecipa os relatos dos jovens que protagonizam a história.
Assista ao trailer de Nação Ubuntu – A Voz dos Silenciados no YouTube.
Quando Nação Ubuntu estreia nos cinemas?
Nação Ubuntu – A Voz dos Silenciados estreia nos cinemas brasileiros em 12 de novembro de 2026, com distribuição da Downtown Filmes.
O documentário tem 87 minutos de duração e classificação indicativa de 12 anos.
Nação Ubuntu – A Voz dos Silenciados: ficha técnica
Título: Nação Ubuntu – A Voz dos Silenciados
Gênero: Documentário
Ano: 2026
País: Brasil
Duração: 87 minutos
Classificação indicativa: 12 anos
Direção: Paulo Henrique Fontenelle
Produção: Iafa Britz
Produtora: Migdal Filmes
Direção de fotografia: Julio Cesar Siqueira
Consultoria: Renato Noguera
Protagonistas: Maick Mutej, Prince Kalolo, Felly B. Zihalirwa e Frank Donatien
Distribuição: Downtown Filmes
Estreia nos cinemas: 12 de novembro de 2026
Ao registrar o trabalho de quatro jovens congoleses no campo de refugiados de Dzaleka, Nação Ubuntu – A Voz dos Silenciados apresenta uma história sobre solidariedade, educação e a busca por dignidade em meio às consequências dos conflitos e deslocamentos forçados na África.



